O juiz Sérgio Moro aceitou, na semana passada, a ação penal contra o ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha. Nesta segunda-feira (17), o juiz da Lava Jato em Curitiba mandou expedir carta precatória para a Justiça Federal no Rio, onde peemedebista mora, com o pedido de intimação para Cunha. Um oficial de Justiça deverá entregar a intimação ao deputado cassado que terá, a partir daí, dez dias para entregar sua defesa. Cunha é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão fiscal pela manutenção de contas secretas na Suíça que teriam recebido propina do esquema na Petrobrás. O processo foi remetido para Curitiba pois com a cassação Cunha perdeu o foro privilegiado. (Estadão)

TCU: Beneficiário do Bolsa Família doou R$ 75 milhões

O sexto levantamento de dados do Tribunal de Contas da União (TCU) entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela possíveis irregularidades em doações de campanha. Segundo o TSE o valor total pode chegar a R$ 1,41 bilhão e representa quase a metade do montante arrecadado por candidatos e partidos em 2016. O cruzamento de dados mostra um beneficiário do Bolsa Família que teria doado R$ 75 milhões. E o número doadores falecidos subiu para 290. A lista do TCU aponta, ainda, que a quantidade de casos suspeitos chega a 259.968. (O Globo)

PT: ameaça de racha no partido após eleições

Enquanto correntes de esquerda e ala majoritária do PT discordam sobre como deve ser feito o processo de escolha da nova direção partidária, dirigentes falam em crise e debandada. A crise no partido ficou exposta quando o Muda PT, grupo mais à esquerda do PT, divulgou um documento chamando para série de plenárias em algumas das principais cidades do País. A intenção é pressionar a corrente majoritária, Construindo um Novo Brasil (CNB) e adiantar a renovação da direção petista. A CNB tenta protelar a data do congresso para abril do ano que vem e defende a escolha da nova direção por meio de um Processo de Eleições Diretas (PED), conforme determina o estatuto do PT.

Com a derrota nas urnas e os principais líderes presos, dirigentes admitem reservadamente que o PT deve sofrer uma nova debandada, agora de parlamentares que temem não se reeleger por causa do desgaste da imagem do partido. E chegam a pensar em medidas mais radicais como mudança nome e o símbolo do partido. Para outros não é o momento de falar em renovação do partido, o foco deveria ser deveria ser a mobilização contra a agenda de reformas do governo Michel Temer. Líderes defendem a criação de uma frente de esquerda com PCdoB, PSOL, PDT e Rede. (Estadão)