Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para julgamento a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A investigação tramita desde 2007 e considera que o presidente do Senado recebeu propina da construtora Mendes Júnior para apresentar emendas que beneficiariam a empreiteira. Caso o STF aceite a denúncia, Renan se tornará réu e responderá a uma ação penal por peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso. (Estadão)

Léo Pinheiro publica notas fiscais de caixa dois de ministro do TCU

Defesa de Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, anexou nove notas fiscais ao processo da lava Jato que investiga o ex-senador Gim Argello. Os pagamentos que somam R$ 2,5 milhões, seriam pagamentos de caixa dois para a campanha do atual ministro do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo, que se candidatava ao governo da Paraíba em 2014 pelo PMDB. Os valores seriam moeda de troca pela proteção da OAS nas investigações da CPMI da Petrobras. (O Globo)

Teori nega recurso de Lula no STF

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki negou o pedido do ex-presidente Lula para a transferência dos inquéritos contra ele do Juiz Moro para a corte. Antes de proferir o seu voto Teori criticou a espetacularização a entrevista coletiva em que os procuradores da República apresentaram a denúncia contra Lula em Curitiba, Paraná.

“[…] Lá em Curitiba, se deu notícias sobre organização criminosa, colocando o presidente Lula como líder da organização criminosa, dando a impressão, sim, de que se estaria investigando essa organização criminosa, mas o objeto da denúncia não foi nada disso. Esse espetacularização do episódio não é compatível nem como objeto da denúncia nem com a seriedade que se exige na operação desses fatos”, afirmou Teori. Os advogados de Lula alegam que há inquéritos iguais tramitando no STF e que não seria da alçada de Moro julgar os mesmos fatos que já estão na corte superior. (Folha)