Provavelmente Lula não deve se livrar da cadeia a menos que entre em algum tipo de delação premiada.
A história que muitos militares contam é que eles o escolheram para ser o capitão do time vermelho, ainda na ditadura, por ter moral flexível.

Se Lula chegasse ao poder, por vitória na urna, haveria uma “esquerda” controlável. Chegaram até a prendê-lo em uma ocasião, para fortalecer sua imagem icônica. Em sua detenção não teve sequer um fio de cabelo amassado, ao contrário de Dilma.

Analisando todo o governo Lula chego a conclusão que a oligarquia brasileira não o tinha como inimigo, mas sim um aliado. Nunca os bancos lucraram tanto. Prova disso está nas doações para suas campanhas. Procure lá o registro do proletariado. Há o de empreiteiras, empresas de todos os tipos.

Passado o impeachment e sepultada a rainha, Lula está na mira da Lava-Jato. Dada a nossa conjectura política, sua prisão deve ocorrer só após a eleição. Mas dificilmente escapará.

Até o momento Moro aceitou quase todas as denúncias do MPF. Seria muita ingenuidade acreditar que cometeriam um erro logo na peça mais desejada do tabuleiro. E o show de ontem? Só poderia ser feito se estivesse como parte de um plano maior.

No processo da Lava Jato só duas denúncias foram recusadas por Moro. A instância superior reformou a decisão e as acatou.

Com ele o índice de decisões reformadas é ínfimo. Não chega a 4%. Moro é um gênio? Talvez. Mas o que vale é a sua estratégia para que suas decisões sejam mantidas. Pessoas próximas afirmam que antes de despachá-las, ele as envia para o tribunal de recursos no Rio Grande do Sul. Depois de analisadas e ajustadas é que vão para a publicação.

A manobra de Lula para tornar-se ministro não desceu bem para Moro, nem as infinitas declarações feitas para ganhar apoio popular.

Em caso de prisão, dificilmente Lula segurará com Dirceu. Somando todos os elementos, é possível presumir que o triplex caiu.