Levantamento da Arko Advice mostra que em ano de eleição municipal o número de sessões na Câmara cai pela metade nos meses de agosto e setembro, na comparação com as sessões realizadas entre fevereiro e julho. Foi o que aconteceu nas eleições de 2008 e 2012.

No Senado, houve queda significativa do número de sessões em 2008, mas praticamente não houve alteração em 2012.

Em termos proporcionais, o número de deputados que concorre nas eleições municipais é superior ao de senadores. Em média, quase 20% da Câmara entra na disputa. Ou seja, a redução do nível de atividade no Senado dependerá de quantos senadores se lançarem candidatos.

A decisão sobre o impeachment deve manter o ritmo de trabalho no Senado relativamente normal, pelo menos em agosto. Já na Câmara, a esperada queda no número de sessões, conforme verificado nas duas últimas eleições municipais, acarretará atrasos na votação de matérias que exigem quórum mais elevado. É o caso da Proposta de Emenda à Constituição que limita os gastos públicos.

Outro assunto capaz de produzir forte impacto é a cassação do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O presidente eleito da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a inclusão do processo na pauta dependerá de quórum. Esse será o maior desafio.

Quanto menor for a presença em Brasília no dia da votação, maior a chance de Cunha livrar-se da perda do mandato. Para cassá-lo, são necessários 257 votos.