O desemprego deve continuar aumentando. Hoje está em 11,2%, mas na previsão de economistas pode chegar a 13%. Há divergências sobre quando isso deve acontecer, se ainda em 2016 ou no próximo ano. Mas a tendência é de alta.
O país perdeu 72.615 vagas formais de emprego em maio de 2016, de acordo com dados do Ministério do Trabalho. No acumulado do ano até maio, o saldo de postos fechados é de 448.101.
A última pesquisa CNT/MDA (8/6), mostra que o desemprego é a principal preocupação dos brasileiros: 57% responderam que a prioridade do governo deve ser a geração de empregos. Por essa razão, Michel Temer deve continuar apresentando níveis modestos de popularidade.

Há indicadores econômicos indicando sinais de melhora, mas eles continuam ruins. A pesquisa semanal do Banco Central aponta queda de 3,44% do PIB. Há algumas semanas a retração estimada era de 3,83%.

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a confiança do empresário melhorou em junho e alcançou o maior valor desde novembro de 2014. É a segunda melhora nos dois últimos meses. O aumento da confiança do setor empresarial é fundamental para a retomada dos investimentos e, consequentemente, para a geração de empregos.

Se o desemprego cair, Temer irá se fortalecer

A popularidade baixa, entretanto, não é empecilho para que Temer mantenha apoio político no Congresso suficiente para aprovar medidas duras de ajuste fiscal. Por conta da Operação Lava-Jato e da agenda que precisa ser aprovada, o próprio governo reconhece a dificuldade de melhorar seus índices de avaliação no curto prazo.

Mas se o desemprego cair de forma mais consistente ao final de 2017 e 2018, Temer poderá fortalecer seu cacife para concorrer a um novo mandato.