As gravações sigilosas de Sérgio Machado que vieram à tona no final do mês passado, direcionaram os holofotes para o PMDB, sem contudo, deixar o PT de lado. Os acontecimentos causaram a preocupação de possíveis recuos na votação do impeachment no Senado, trazendo a discussão de uma possibilidade para a volta de Dilma Rousseff ao poder.

A preocupação é reforçada pelas turbulências enfrentadas pelo presidente em exercício, Michel Temer. Esse cenário pode se reverter com as últimas notícias, do acordo de delação do ex-diretor da Petrobrás, Nestor Cerveró, e do envolvimento direto da presidente afastada com o Petrolão.

Há suspeita de que Dilma não apenas sabia dos esquemas de propina, como foi pessoalmente beneficiada por eles, ao ter por exemplo, despesas de cabeleireiro pagas com dinheiro das negociatas.

Se confirmadas essas denúncias, Dilma perderia todas as chances de defesa. Some-se a isso, a total falta de governabilidade que a presidente afastada certamente enfrentaria, caso retornasse ao poder.

Por mais que o cenário seja nebuloso, e outros atores apareçam em cena no noticiário, é o PT quem está sempre como principal alvo dos processos que envolvem corrupção que tem vindo à tona no país.