1. “Vamos analisar o processo de impeachment da Dilma sem atropelo nem procrastinação”, disse o presidente do Senado, Renan Calheiros, após receber os documentos ontem à tarde. “Nós temos pessoas que pedem para agilizar o processo, mas nós não poderemos agilizá-lo de tal forma que pareça atropelo ou delongar de tal forma que pareça procrastinação”, afirmou o senador, durante entrevista ao lado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, recebeu Renan Calheiros em seu gabinete, quando acertaram a discussão sobre o trâmite do processo de impeachment no Senado. Os dois afirmaram que vão definir juntos esse rito. “O roteiro será traçado de comum acordo”, disse o presidente do STF (Estadão – p.A10).
  2. Os senadores do PT e de outros partidos da base aliada admitiram que a chance de afastamento da presidente da República é de 90%. Em encontro a portas fechadas promovido na liderança do governo no Senado ontem, os participantes reconheceram que a situação da presidente é, nas palavras de um deles, “muito difícil”, mas não “irreversível” (Estadão – p.A10). Lula reconheceu que Dilma dificilmente voltará ao Palácio do Planalto caso o Senado aprove a abertura do processo de impeachment na Casa. Essa avaliação foi feita durante reunião com o presidente do PT, Rui Falcão, e representantes de movimentos de esquerda. É necessária a maioria simples para que o processo de impeachment tenha prosseguimento no Senado. Essa votação deverá ocorrer no início de maio e o processo terá até 180 dias de duração. O afastamento definitivo requer dois terços da Casa (Folha).
  3. O STF examina amanhã, em plenário, a liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes que suspendeu a posse de Lula na Casa Civil. Gilmar acatou pedidos em dois mandados de segurança impetrados pelo PPS e PSDB. As ações afirmam que Lula assumiu o ministério para conquistar foro privilegiado e pedem a anulação na nomeação (Valor).

Agenda

  • Renan Calheiros define rito do impeachment de Dilma com líderes partidários.
  • Fachin media acordo entre Fazenda e governadores sobre dívidas estaduais.