1. Faltam votar menos de 300 deputados, com vitória do impeachment
    por dois terços;
  2. Com mais de 200 votos apurados, o impeachment está sendo
    aprovado por 75% dos votos;
  3. A relação está 4 a 1;
  4. Neste momento estão sendo apurados os votos dos deputados de São Paulo;
  5. Mantida a tendência, a Câmara deverá conceder a licença para o impedimento da presidente Dilma.

Impeachment: Governo reconhece derrota de Dilma

O líder do governo na Câmara, José Guimarães, reconheceu a derrota da presidente Dilma Rousseff na votação do impeachment. A votação segue a pleno vapor e a oposição na atingiu o quórum mínimo para aprovar o impedimento (342 deputados), mas Guimarães considera impossível reverter o placar. “Os golpistas venceram na Câmara, mas a luta continua nas ruas e no Senado”, anunciou. Dizendo que o vice-presidente Michel Temer não tem autoridade para assumir a cadeira de Dilma Rousseff, o líder acrescentou que a luta não terminou. “A guerra não terminou. Nossa expectativa é que o país se levante do golpe”, afirma.

Pansera já recebeu aviso-prévio

O atual ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), deputado Celso Pansera (PMDB-RJ), regressou à Câmara para votar contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Cumpriu a missão ao votar “não”, mas já foi avisado que deixará o ministério assim que o vice-presidente Michel Temer assumir a cadeira de presidente da República, ainda que interinamente durante os 180 dias em que Dilma ficará afastada do cargo. Aliados de Temer já avisaram a Pansera que ele será demitido. O parlamentar desobedeceu a orientação da bancada, que havia acertado que votaria pelo impedimento.

Resultado parcial é favorável ao impeachment

Um quinto dos deputados já votou, com vitória do impeachment por dois terços. Mantida a tendência, a Câmara deverá conceder a licença para o impedimento da presidente Dilma por cerca de 380 votos.

Desfile de moda

A votação do impeachment de Dilma virou um desfile de moda na Câmara. Suas excelências levaram mulheres, filhos e até amigos para presenciarem a votação. O plenário foi tomado por pessoas que não acompanham a atividade parlamentar.

Se o impeachment passar…

Estimativa da O&P Brasil: se o impeachment for vitorioso, e a diferença para o mínimo necessário (342) for de até seis votos, aquele que decidirá a questão acontecerá no momento em que estiver votando a bancada de Alagoas; se for entre 7 e 12, será em Sergipe; entre 13 e 30, em Pernambuco; entre 31 e 39, na Paraíba; mais de 40, na Bahia. As apostas se concentram em Pernambuco, mas o efeito manada pode levar para a Bahia ou Paraíba.

 

Quórum alto na Câmara

Um dos raros defensores do governo federal, o deputado federal Silvio Costa (PTdoB-PE) aconselhava seus pares, nos corredores da Câmara, a “esperarem” antes de registrarem presença no plenário. Isso quando o painel registrava 429 parlamentares. “Vamos esperar, só temos 450 deputados (na Casa)”, disse. O Palácio do Planalto aposta na ausência de deputados para barrar o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Acontece que neste momento o quorum passa de 490.

 

imageA disputa não é só no Plenário

Depois da guerra para conseguir credencial para cobrir a sessão do impeachment da presidente Dilma Rousseff, jornalistas agora batalham por cadeiras no comitê de imprensa. Basta um sair para ir ao banheiro, ou ao Salão Verde, vem outro e “rouba” o assento. Cansado da luta, um jornalista resolveu amarrar com cadeado o tão cobiçado objeto à mesa de trabalho.

Clima acirrado na Câmara

Deputados governistas e da oposição travam uma batalha de gritos e palavras de ordem no Salão Verde da Câmara, onde em instantes será iniciada a sessão histórica de votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff. De um lado, governistas gritavam “democracia”. Do outro, oposicionistas bradavam “impeachment” aos gritos de petróleo e “fora PT”.