A decisão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recomendando ao Supremo Tribunal Federal (STF) a anulação da nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Casa Civil caiu como uma bomba no Palácio do Planalto. Em parecer, Janot disse ver elementos de “desvio de finalidade” da presidente Dilma Rousseff na escolha do ex-presidente para assumir o ministério, que teria a intenção de tumultuar as investigações da Operação Lava Jato. Na avaliação de petistas graduados, o procurador acaba dando munição para o impeachment, em uma semana decisiva para o governo.

Funcef se rebela

A Funcef (Fundação dos Economiários Federais), fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF), realizará novas eleições dos seis diretores do Conselho Deliberativo. Nesta semana, Sérgio Mendonça tomou posse como novo presidente da entidade, em meio aos sucessivos escândalos investigados pela CPI em funcionamento na Câmara. Nas eleições dos diretores, a tendência é de derrota dos candidatos petistas por representantes dos beneficiários, que resolveram romper o ciclo de domínio do PT.

PT e PSDB se entendem

Adversários históricos, PT e PSDB inauguraram um instante de trégua no Senado. O presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), parabenizava o secretário-geral Luiz Fernando Bandeira de Mello, que completa dois anos à frente do principal cargo da Casa.

Os senadores Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Lindberg Farias (PT-RJ), que vêm trocando acusações a toda hora por causa do impeachment da presidente Dilma Rousseff, estenderam a bandeira branca e concordaram sobre a eficiência dos serviços prestados pelo funcionário.

Nova ficha limpa

O deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) apresentou projeto de resolução (PRC nº 135) que altera o regimento interno da Câmara, instituindo uma espécie de “ficha limpa” para aqueles que ocupam ou aspiram cargos na Comissão Diretora da Casa, incluindo a presidência.

Pela proposta, ficará vedada a ocupação ou permanência nesses cargos os parlamentares que tiverem contra si denúncia recebida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes considerados graves, como os cometidos contra a economia popular, a fé pública, a administração pública, patrimônio público, tráfico de drogas, racismo, entre outros.