O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu dar prosseguimento ao impeachment do vice-presidente Michel Temer, cumprindo decisão liminar do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal. Cunha combinou com a oposição para não apresentar os nomes dos membros da comissão especial enquanto não for julgado o recurso para que o plenário do Supremo decida sobre a questão. O STF pode abrir uma crise institucional, que vem incomodando deputados. A decisão fere o princípio constitucional de harmonia entre os Poderes.

Vai ter impeachment

A oposição continua animada com o impeachment da presidente Dilma. “A história se repete”, prevê o líder tucano na Câmara, Antônio Imbassahy (BA). Segundo ele, o ex-presidente Fernando Collor usou o mesmo expediente do qual Dilma recorre (compra de apoio político com oferta de cargos), mas foi cassado em 1992. “Collor não se salvou”, recorda.

Ciro não cumprirá promessa feita ao governo

O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), declarou guerra à ala do partido favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ele prometeu entregar a Dilma metade dos votos da bancada na Câmara, formada por 51 parlamentares, contra o impedimento. “Ele não terá os votos para o governo”, afirmou o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS). A parcela favorável à cassação de Dilma jura ter 35 votos. Ontem (6), Ciro anunciou que o partido permanecerá na base de apoio ao governo Dilma até a votação do processo de impeachment no plenário da Câmara.

PMDB promete votação fechada

A presidente Dilma Rousseff corre risco de ficar sem nenhum voto da bancada peemedebista na Câmara. Isso porque os deputados do partido querem fechar questão e votar unidos no impeachment quando chegar ao plenário. Está prevista uma reunião para a véspera da discursão em plenário, marcada para 15 de abril.