1. A imposição do diretório nacional do PMDB para seus membros deixarem os cargos no governo foi ignorada pelos ministros ligados ao partido. A moção aprovada determinava a “imediata saída”. O partido tem seis ministérios. A tendência é de que eles coloquem nas mãos de Dilma a decisão sobre a permanência. A ministra da Agricultura, Kátia Abreu (TO), porém, recorreu às redes sociais para dizer que não pretende deixar o governo. Ministros peemedebistas já discutiram o caso com a presidente e terão novo encontro amanhã (Estadão – p.A4).
  2. O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo, disse ontem que, se o Congresso decidir pelo impeachment da presidente Dilma, existirá a possibilidade de o governo apresentar recurso ao STF. O ministro afirmou também concordar com o argumento de Dilma de que, se o impeachment for calcado em fatos que não configurem crime de responsabilidade, ocorrerá um golpe. “O Judiciário é a última trincheira da cidadania. E pode ter um questionamento para demonstrar que não há fato jurídico, muito embora haja fato político suficiente ao impedimento — disse o ministro (O Globo – p. 6).
  3. O Banco Central prevê dívida bruta recorde para 2016. Segundo os novos cálculos do banco, a dívida bruta será equivalente a 71,6% do PIB até o fim do ano. Esse indicador é referência para as agências de classificação de risco. A instituição prevê agora a pior relação da Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e o PIB desde agosto de 2008, momento em que a crise financeira internacional atingiu seu auge (Veja on line).

Eventos:

  • 11h – Dilma reúne-se com ministro-chefe do gabinete pessoal da Presidência.
  • 14h – STF decide se processos contra Lula na Lava-Jato continuam na Corte.