Levantamentos preliminares feitos na Câmara dos Deputados indicam alto índice de adesão ao impeachment da presidente Dilma Rousseff nos principais partidos com representação na Casa. Embora existam variações entre os números, pode-se afirmar que, no momento, mais de 60% dos deputados votam a favor do impedimento de Dilma. O restante se divide em voto contrário ou com posição indefinida.

Entre os partidos da base aliada, à exceção de PT e PCdoB, que são 100% contrários, todos os demais atingem percentuais a partir de 50% a favor. PP e PDT se encontram nessa faixa inicial e estão divididos. PMDB, PR e PSD puxam a média para cima. Os três ficam entre 60% e 70% de apoio ao impeachment.

Na oposição, embora PSDB, DEM, SD, PSC e PPS sejam totalmente favoráveis, a adesão fica em torno de 90%. Isso se deve ao fato de, embora possua maioria esmagadora pró-impeachment (80%), o PSB não chega à unanimidade. O PSOL é outro opositor dissidente, pois seus seis deputados são contra o impedimento.

Nas legendas autodenominadas independentes, como o PRB, que recentemente anunciou desembarque do governo, o percentual favorável é de 70%. O Planalto vem tentando negociar a permanência do partido na base e mantém uma ala minoritária de parlamentares a seu lado. No PV fica em torno de 80%, e na Rede, em 20%.

Ressalte-se que a aprovação do impeachment depende de voto “sim” de, no mínimo, 342 entre os 513 deputados. Portanto, os votos contrários, as abstenções e as ausências contam a favor do governo. Pelas projeções atuais, não há garantia de número necessário para a aprovação, mas algo próximo.

No entanto, como se trata de um processo dinâmico e altamente suscetível a fatores externos, há volatilidade na contabilidade dos votos.

A decisão do PMDB nesta terça-feira (29), cuja tendência é sair da base aliada, deve influenciar o comportamento dos demais aliados a seguir a nessa direção.