Em meio à crise financeira do Brasil, a Câmara torrou, até 22 de março de 2016, R$ 3,47 milhões com a emissão de bilhetes aéreos. O recurso foi devidamente ressarcido por meio da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), o chamado cotão, cujo valor varia de R$ 30,5 mil a R$ 45,3 mil por mês para cada deputado.

Líder da bancada peemedebista na Câmara, o deputado Leonardo Picciani (RJ) foi o campeão em gasto: R$ R$ 40,97 mil. Ele é seguido por Alfredo Kaefer (PSL-PR), com R$ 32,04 mil. Em terceiro está o deputado Édio Lopes (PR-RR), com R$ 30,71 mil.

Numa comparação, a Câmara voou, no ano passado, R$ 52,01 milhões, tudo bancado com o dinheiro do contribuinte. O levantamento foi realizado pela Operação Política Supervisionada (OPS), que reúne aproximadamente 3 mil ativistas espalhados pelo país.

PMDB fora do governo

O PMDB, maior aliado da presidente Dilma Rousseff no Congresso, está com os dois pés fora do barco do governo, que afunda rapidamente. A ordem é constranger àqueles contrários ao desembarque, dizendo que a permanência na base aliada “representa apoio à corrupção na Petrobras” e ao momento econômico difícil para o Brasil. Pelas previsões, apenas 3% dos políticos do partido devem continuar defendendo Dilma.
Nesta segunda-feira (28/03/16), o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, encaminhou carta à presidente Dilma em que comunica sua renúncia ao cargo. “O diálogo entre governo e PMDB se exauriu”, admitiu.

Oposição, em breve

Nem mesmo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acredita na continuidade do mandato de Dilma. Os petistas agora querem aumentar o coro contra a “oposição, a mídia golpista e o vice-presidente da República Michel Temer”. Foi a alternativa encontrada para criar uma candidatura a presidente, em 2018. No entanto, o PT vai precisar convencer a população do discurso de golpe.