1. “É como um vaso que quebrou em milhões de pedacinhos”. Essa é avaliação que Josué Gomes da Silva, presidente da Springs Coteminas e filho do ex-vice-presidente José Alencar (1931-2011), faz do governo Dilma. Para ele, a presidente “perdeu as condições de governar o Brasil”. Por um conjunto de circunstâncias, o governo não será capaz de restabelecer “a autoridade, a confiança e o respeito indispensáveis para aprovar as medidas necessárias para tirar o país da paralisia” (Valor).
  2. Os gastos com juros do setor público atingiram R$ 540 bilhões nos 12 meses até janeiro. O valor equivale a 9,1% do PIB, um salto expressivo em relação aos 5,5% do PIB registrados em 2014. Nesse período, as despesas financeiras foram infladas especialmente pela alta da taxa de juros, o aumento da inflação e a desvalorização do câmbio (Valor).
  3. Integrantes do Palácio do Planalto avaliam que os próximos 15 dias serão decisivos para o governo Dilma. A perspectiva é que a comissão que analisa o impeachment termine seus trabalhos em meados de abril e que os acordos com os partidos da base aliada que serão fechados até lá definam se a presidente continua ou não no cargo. O tema que mais preocupa o governo no momento é o desembarque do PMDB, que deve ser oficializado amanhã. Assim que chegou a Brasília ontem à noite, depois de passar o feriado em Porto Alegre, Dilma convocou uma reunião no Palácio da Alvorada para discutir o assunto com os seus principais ministros (Estadão – p.A4).

Eventos:

  • OAB entra com novo pedido de impeachment na Câmara.
  • Francisco Dornelles assume o governo do Rio de Janeiro por 30 dias.