O ex-ministro da Aviação Civil e 2º vice-presidente do PMDB, Eliseu Padilha, afirmou que o PMDB se tornará adversário do PT em 2018. Além disso, falou do rompimento do partido com os petistas. Confira:

Como o PMDB reagiu à indicação do deputado federal Mauro Lopes para a Secretaria de Aviação Civil?
A convenção nacional, que é o órgão máximo do partido, aprovou por unanimidade, no dia 12 de março, que nenhum peemedebista poderia assumir cargos no governo pelo prazo de 30 dias. A decisão do deputado Mauro Lopes, que é secretário-geral do PMDB, afrontou a decisão partidária. Acabou o tempo em que o PMDB não reagia. Como consequência, o partido não compareceu à posse de novos ministros e ocorreu um movimento de diretórios estaduais do PMDB pedindo a expulsão de Mauro Lopes. Além disso, há diretórios de 13 estados favoráveis à antecipação, para o dia 29 de março, da reunião do diretório nacional que poderá decidir pelo rompimento com o governo.

O cenário hoje no PMDB é favorável ao rompimento?
Durante a última convenção nacional, houve seis horas de discursos contra o governo. As manifestações no dia seguinte à convenção e as revelações de gravações da Lava-Jato fizeram muitos peemedebistas, que tinham dúvidas sobre o rompimento, mudar de opinião. Assim, hoje, a tendência é que sejam aprovadas as moções pró-rompimento com o governo.

A presença do ex-presidente Lula na Casa Civil facilita uma aproximação com o PMDB?
A posse do ex-presidente Lula, do Joaquim, do Pedro, da Maria para a Casa Civil é indiferente e não altera a posição do PMDB. O posicionamento que o PMDB terá em relação ao governo depende da reunião do diretório nacional. No entanto, a vinda do ex-presidente Lula para o governo, por si só, cria um afastamento natural em relação ao PT. Isso porque Lula já afirmou que será candidato a presidente da República em 2018. Mesmo hoje sendo aliado, o PMDB também terá um projeto próprio de poder em 2018, o que naturalmente o tornará adversário do PT.