1. Lula ministro ameaça estabilidade econômica, dizem analistas. Após a divulgação de áudios entre ele e Dilma, aumentou no mercado a aposta de impeachment e a descrença sobre o andamento de medidas de ajuste fiscal. A avaliação é de que a economia não aguenta mais dois anos e meio com Dilma no poder. Lula nada poderá fazer (Veja on line).
  2.  A Comissão do Impeachment escolheu, no início da noite, o deputado Jovair Arantes (PTB-GO) relator. Rogério Rosso (PSD-DF) será presidente. Ambos aliados de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara. Levantamento do Estado indica que ao menos 35 deputados escolhidos votam a favor da perda do mandato de Dilma. A oposição incluiu no pedido de impeachment a delação do ex-líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (p.A11). A presidente Dilma foi notificada e tem o prazo de dez sessões para se manifestar (O Globo – p.3).
  3. O agravamento da crise levou o PMDB a antecipar a convenção que deverá levar ao rompimento com ao governo. Vai ser no fim do mês. Em sinal de desconfiança, a cúpula do partido presidido pelo vice-presidente Michel Temer,decidiu não comparecer ontem à posse do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil após a revelação do grampo telefônico de conversa entre Dilma e o ex-presidente. O encontro será realizado no dia 29, cerca de duas semanas antes do previsto (Estadão – p.A12). Alvejado pela Operação Lava-Jato e com a nomeação suspensa, Lula é hoje o encarregado da missão considerada quase impossível no Palácio do Planalto: impedir o desembarque do PMDB do governo. Na avaliação de Lula, o Planalto tem dez dias para reverter a debandada do principal aliado e mudar o clima pró-impeachment, após a decisão do partido de encurtar o aviso prévio dado ao governo (Estadão – p.A12).

Eventos:

  • 10h30 – Receita divulga arrecadação de fevereiro.
  • 17h – Movimentos sociais e PT fazem manifestações em defesa do governo.