1. A possibilidade de o ex-presidente Lula fazer parte do ministério e controlar a política econômica do acelerou ontem as perdas do mercado financeiro. A Bolsa de Valores de São Paulo despencou 3,56%, para 47.130 pontos. O dólar subiu 3,03%, fechando a R$ 3,763 para a venda, na maior alta diária desde 13 de outubro. Em apenas dois dias, a moeda norte-americana subiu 4,79%, tirando poder de compra do real. Na semana passada, acumulava no mês queda de 10,3% (Correio – p. 8). A nomeação de Lula para o cargo de ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República deve ser formalizada hoje. O ex-presidente chega para assumir a articulação política do governo e garantir os votos para impedir o impeachment de sua sucessora. A decisão era considerada como certa no Palácio do Planalto até antes de Lula encontrar-se à noite com Dilma, mas assessores do Planalto não davam como totalmente garantida essa solução (Valor).
  2. A ideia de usar reservas para atenuar a crise, via redução da dívida pública ou estímulo ao investimento, levou membros da equipe econômica do governo a estudar a viabilidade da operação. A conclusão da análise, segundo a Folha apurou, é que seria praticamente impossível fazer isso sem causar mais danos à credibilidade do governo e à própria economia. A opção de usar reservas para incentivar investimentos é considerada tecnicamente muito difícil.
  3. A Procuradoria-geral da República avalia abrir novo inquérito para investigar Dilma. Revelações feitas pelo senador Delcídio do Amaral podem abrir frente de investigação incluindo o vice-presidente Michel Temer, o ex-presidente Lula, o ministro Aloizio Mercadante e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) – Estadão – p.A8.

Eventos:

  • 14h – O STF julga embargos que questionam o rito do impeachment.
  • CNI divulga Índice de Confiança do Empresário Industrial de março.