Dia dominado pela repercussão da forte possibilidade de o ex-presidente Lula assumir a Secretaria Geral/Casa Civil. 

 

  • Dilma pode dar a Lula superpoderes no governo.Ele assumiria o cargo com delegação para atuar na recuperação da economia e na articulação política. Ideia ganhou corpo após as manifestações de domingo. Alvo das investigações da Operação Lava-Jato, Lula decide hoje seu destino no governo. Ele estaria condicionando a sua volta a Brasília a uma guinada na política econômica (O Globo – p.3). Bancada de deputados federais do PT se reuniu ontem à noite com ministros no Palácio do Planalto e reforçou a cobrança por mudanças na política econômica do governo. Setores do partido criticam a condução econômica sob o comando do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Os petistas querem o aumento dos investimentos e uma afrouxada na política de ajuste fiscal (Folha).

 

  •  Lula entrou em contato com o vice-presidente Michel Temer (PMDB) e sugeriu que os dois se encontrassem para conversar sobre o cenário político. Três aliados de Temer confirmaram o contato, observando que os dois não chegaram a acertar uma data, mas há disposição do peemedebista em fazer o encontro. Temer falou sobre o contato de Lula a diferentes grupos dentro de seu partido e tratou do assunto durante almoço com a cúpula do PMDB, no sábado (Folha)

 

  • Em sua delação premiada o ex-presidente da Andrade Gutierrez citou ex-governadores, senadores, ministros e ex-ministros dos governos Lula e Dilma envolvidos em esquema de recebimento de propina.Entre os ministros estão Ricardo Berzoini (secretaria de Governo), Eduardo Braga (Minas e Energia), Edinho Silva (Comunicação Social) Giles Azevedo (secretário de Dilma). Ex-ministros: Antônio Palocci e Erenice Guerra (Veja on line). Otávio Azevedo contou que pagar propina por obras no governo petista era regra em qualquer setor – e não uma anomalia apenas da Petrobras. O ex-presidente da Andrade Gutierrez incluiu os nomes dos ex-governadores José Roberto Arruda (DF), Agnelo Queiroz (DF), Sergio Cabral (RJ), Omar Aziz (AM). Os senadores citados por ele são: Renan Calheiros (PMDB-AL) Edson Lobão – pai e suplente, filho (PMDB-MA) e Romero Jucá (PMDB-RR) (Veja Online).