Maior manifestação da história do País aumenta a pressão pela saída de Dilma. Alta adesão ao protesto derruba o discurso petista e do governo de que o Brasil está dividido e reforça o pedido de impeachment em tramitação na Câmara. Em São Paulo, o ato de ontem superou, em número de participantes, as manifestações pelas Diretas Já (1983/84). Estimativas da Polícia Militar apontam para mobilização de 1,5 milhão de pessoas na Avenida Paulista. O Instituto Datafolha calcula em 500 mil (Estadão – p.A4). Veja outros destaques desta segunda-feira (14):

  1. Enquanto as manifestações de rua contra o governo federal e em favor da Operação Lava-Jato ainda aconteciam em todo o País, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, reuniu- se com Dilma no Palácio da Alvorada para acertar os últimos detalhes do programa de socorro aos estados que será anunciado nesta semana. O programa prevê desconto de 40% na prestação da dívida por um ano e é considerado trunfo politico pelo governo (Estadão – p.B9).
  2. O vice-presidente Michel Temer (PMDB) afirma que crise é “gravíssima”. O prazo máximo de 30 dias estipulado pelo PMDB para sacramentar seu desembarque do governo insere a sigla em uma espécie de “calendário do impeachment”, tornando a definição do partido ponto decisivo na permanência ou não de Dilma no cargo. Para o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PDMB-RJ), serão necessários 45 dias para que a Casa analise o processo de afastamento de Dilma (Valor).

Eventos:

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