A semana começa com a expectativa sobre as manifestações que serão realizadas em 13 de março pedindo o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O governo pediu à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para mapear, pelas redes sociais, a movimentação pelo encontro.

A resposta, pouco animadora para o Palácio do Planalto, acendeu o sinal vermelho. De acordo com o mapeamento, os protestos tendem a ganhar força, especialmente por causa da prisão do marqueteiro da campanha de Dilma Rousseff, João Santana, e da delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS).

No Congresso, a oposição vende otimismo. “Vamos levar um grande número de manifestantes para as ruas. Só derrubaremos a Dilma com o povo na rua”, afirma o deputado Mendonça Filho (DEM-PE).

Fim do pacote fiscal

Os ministros Jaques Wagner (Casa Civil) e Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) entraram em ação para discutir com o Congresso o pacote fiscal do governo, com a previsão da reforma da Previdência e a recriação da CPMF. Encontraram um clima beligerante, com reduzida possibilidade de aprovar qualquer medida. “O governo não tem força para aprovar o ajuste fiscal”, garantiu um petista aos ministros.

Troca-troca partidário

Estão intensas as conversas sobre a troca de partido, cuja janela de transferência se estende até 18 de março. Os partidos assediam diversos deputados, mas pedem para segurar a decisão até o prazo limite. A maior preocupação é com mudança em cima da hora. As legendas alinhadas ao governo da presidente Dilma Rousseff tendem a sair reduzidas, por causa da baixa popularidade da petista.