Ouça relato da repórter Marina Franceschini, da Globonews, sobre informações dadas pelos investigadores da Operação Lava-Jato sobre o mandado de coação coercitiva relativo ao ex-presidente Lula.

Leia a degravação:

Essa fase da Operação Lava-Jato, é chamada de Aletheia, por causa da busca da verdade. O Ministério Público Federal (MPF) disse, detalhando essa operação, que tem cerca de 200 Policiais Federais nas ruas, 30 auditores fiscais, 44 mandados judiciais sendo cumpridos. Eles explicam que até pessoas ilustres e poderosas estão sujeitas a investigações.

Essa operação de hoje é baseada em dezenas de depoimentos e ampla prova documental. Segundo o MP, eles estão investigando desvios feitos por meio de pagamentos dissimulados de José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula, e, também, das empreiteiras OAS e Odebrecht. Esses pagados teriam sido feitos ao Lula. Os investigadores chamam de pessoas associadas a ele.

Então, segundo aos investigadores, há evidências que o ex-presidente recebeu valores do esquema da Petrobras por meio da destinação e reforma do tríplex, no Guarujá, e do sítio, em Atibaia. Além disso, citam móveis de luxo nesses dois imóveis. Isso é disfarce de própina, pois a OAS havia sido beneficiada nesse esquema da Petrobras e seria uma forma da empreiteira compensar as pessoas que ajudaram ela a participar do esquema.

O valor de pagamentos ao Lula é de, mais ou menos, R$ 1 milhão e 200 mil pela OAS no período de 2011 a 2016. Só em 2014, o ex-presidente teria recebido R$ 1 milhão sem aparente justificativa econômica licita pela OAS. Embora que o ex-presidente negue que é dono desses imóveis, há provas que comprovam sua posse. Há também evidência que esses crimes financiaram campanhas eleitorais.