Pela primeira vez desde o início da Operação Lava-Jato, a força-tarefa em Curitiba admitiu que apura supostas vantagens ilegais recebidas por Lula quando ele estava no Palácio do Planalto. A informação foi incluída na manifestação enviada ao STF pelo procurador da República Deltan Dallagnol sobre ação protocolada no Tribunal por Lula (Estadão – p.A6). Confira outros destaques desta terça-feira (1):

  1. À revelia do Palácio do Planalto, Senado e Câmara querem assumir papel de protagonistas e vão propor agenda econômica independente para ser apreciada pelos parlamentares neste semestre. A pauta deverá conter propostas que contrariam as prioridades do governo ou do PT, como a independência do Banco Central, a proibição de mudanças em contratos de concessão, a fixação de teto para o endividamento da União e as reformas tributária e previdenciária (Estadão – p.B1).
  2. Os desdobramentos da Operação Lava-Jato complicam a formação de consórcios para a disputa dos próximos leilões de aeroportos. Pelo menos duas grandes operadoras europeias afirmam reservadamente que, embora estejam interessadas em participar, têm encontrado dificuldades para fechar parcerias com construtoras brasileiras. Nos bastidores, as operadoras estrangeiras alegam que há “risco reputacional” em fazer uma sociedade com empreiteiras investigadas (Valor).

Eventos:

  • Presidente Dilma Rousseff tem jantar com lideranças do PDT.
  • Câmara pode votar o projeto de Decreto Legislativo do deputado Esperidião Amin que suspende a forma de cálculo do desconto na dívida dos Estados e municípios no âmbito de sua renegociação junto à União.
  • O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior divulga balança comercial de fevereiro.