5G chegará em cidades com mais de 30 mil habitantes até 2028, afirma ministro
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A rede 5G estreou hoje, quinta-feira, em São Paulo, após receber o aval da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) na terça-feira. A maior cidade do país passa a contar, a partir de hoje, com a frequência de 3,5 GHz da nova geração de internet móvel, que promete revolucionar a indústria, a agricultura e as cidades.

Em teste feito à 0h desta quinta (4), a velocidade de download 5G já variava entre 300 e 400 Mbps (megabits por segundo). O mesmo resultado foi observado pela manhã.

A velocidade de download determina o tempo que dados levam para ser descarregados da internet. São Paulo é a quinta cidade a receber a autorização para ativar a tecnologia, depois de Brasília, Porto Alegre, João Pessoa e Belo Horizonte.

A estreia ocorre nove meses após o leilão definir quais empresas têm direito de usar as frequências que viabilizam o serviço. Celulares compatíveis com a conexão já exibiam o ícone do 5G anteriormente. Mas, a frequência em que a conexão operava era menor, de 2,3 GHz, considerada “impura” por dividir com o sinal de 4G e não oferecer todo o desempenho da tecnologia.

Em teste feito nesta manhã na região da avenida Paulista com um Samsung Galaxy A33 5G, as velocidades da versão oficial do 5G superaram em dez vezes a versão anterior. A taxa de download da rede móvel, então, se aproxima da internet banda larga de fibra óptica.

As operadoras instalaram e cadastraram 1.400 antenas, quase o triplo do mínimo exigido pelo órgão regulador. Pelas regras do edital, as empresas são obrigadas a instalar uma antena para cada 100 mil habitantes na primeira etapa de implantação do serviço.

Na semana passada, as operadoras de telefonia fizeram uma força-tarefa em São Paulo para obter o aval da Anatel. A cidade recebeu a autorização em reunião extraordinária da agência ocorrida na terça-feira (2). As operadoras, então, pagaram as taxas referentes às licenças e serviço para que a conexão começasse a ser oferecida nesta quinta.

Autor

  • Jornalista, formado pela UFMG, em 1973. Trabalhou em O Globo, Jornal do Brasil, Jornal de Brasília, Folha de S. Paulo, Assessoria de Imprensa do Ministério da Fazenda e sub-secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República (1994 a 2003) e integrante da Assessoria Parlamentar da ANTT (2015-2021).