O ministro da Economia, Paulo Guedes. Foto: EDU ANDRADE/Ascom/ME

Após aprovação da PEC dos Benefícios, o ministro da Economia, Paulo Guedes, saiu em defesa da proposta, que dribla o teto de gastos e a lei eleitoral para permitir um gasto de R$ 41,25 bilhões na criação e expansão de auxílios. O ministro defendeu que a PEC deve ser chamada de “PEC das Bondades” e não mais de “Kamikaze”, apelido atribuído pelo próprio Guedes quando o texto foi apresentado no Senado em fevereiro deste ano.

“Não havia guerra ou invasão na Ucrânia quando propuseram o impacto de R$ 120 bi anuais, em caráter permanente. Seria um fundo de estabilização, que possivelmente seria um saco sem fundo. Essa PEC era três ou quatro vezes maior, por isso foi chamada de ‘kamikaze’. Era tecnicamente mal desenhada porque daria subsídios ao preço da gasolina. Não faz sentido subsidiar algo quando há uma avalanche de impostos sobre esse produto”, defendeu.

Guedes ainda argumentou que a transferência de recursos só foi possível depois da redução de impostos. Ele ainda justificou que haverá dinheiro em caixa para custear os auxílios, devido a um aumento de arrecadação estimado em R$ 57 bilhões, em impostos e dividendos extraordinários de estatais. “Quem não tem preparo técnico ou faz militância política não vai entender nunca a diferença”, criticou.

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  • Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB). Tem passagem como repórter pelo Correio Braziliense, Rádio CBN e Brasil61.com. No site O Brasilianista cobre economia e política.