Esferas de armazenamento de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) da Refinaria Duque de Caxias. Foto: André Motta de Souza/ Agência Petrobras

Uma das saídas propostas para se investigar a política de preços da Petrobras perdeu força e estagnou nos bastidores da Câmara. O requerimento apresentado pelo Partido Liberal para instalação da CPI da Petrobras mantém o mesmo número de assinaturas do início da semana: 139 das 171 necessárias. Ou seja, a ideia do presidente da República e de alguns de seus aliados não deve prosperar. Sem apoio da oposição e até mesmo de partidos da base, como o PP, a instalação do colegiado fica cada vez mais distante.

A avaliação, de forma geral, é que uma CPI para investigar a estatal, da qual a União é sócia majoritária, pode ter consequências danosas na imagem da Petrobras, além de servir eleitoralmente para o presidente da República reforçar o discurso de que fez de tudo para solucionar a crise dos combustíveis. Por outro lado, a chegada de Caio Paes de Andrade ao comando da Petrobras arrefeceu os ânimos e deve conter, por ora, as críticas de Bolsonaro.

Surgimento da CPI

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi proposta por Altineu Côrtes (PL- RJ), líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados, após um reajuste de preços da Petrobras. Com isso, o presidente Jair Bolsonaro defendeu a investigação da política de preços da Petrobras.

Pelo requerimento apresentado pelo líder do PL, a CPI teria objetivo de investigar “supostas irregularidades no processo de definição de preços dos combustíveis no mercado interno”. A comissão também deveria investigar a conduta da diretoria da Petrobras em relação aos preços, o modelo de gestão, os motivos do endividamento da Petrobras, o modelo tributário do petróleo, possíveis sonegações fiscais e benefícios corporativos que possam estar elevando os custos da Petrobras.

Autor

  • Editora-chefe na Arko Advice, desde fevereiro de 2022. Antes, atuou como repórter de política na CNN Brasil. Foi correspondente internacional em Nova Iorque pela Record TV. Atua em redação há 18 anos.