Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vai protocolar nesta terça-feira (28), às 12h, o requerimento que pede a criação da CPI do MEC. O senador conseguiu as 27 assinaturas necessárias ainda na semana passada, mas decidiu esperar até hoje para obter uma margem de segurança. Isso porque o governo tentava convencer senadores a retirarem o apoio à criação da comissão. Agora, o requerimento tem o apoio de 28 senadores.

A instalação ainda depende da decisão do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, que tem se mostrado resistente a instalar uma CPI em ano eleitoral. Quando ocorreu a CPI da Pandemia, a oposição precisou acionar o Supremo Tribunal Federal para garantir a instalação do colegiado.

Segundo interlocutores de senadores aliados do governo, o Planalto tem procurado os parlamentares para, caso instalada a CPI, tenha garantida a participação da “tropa de choque” de Jair Bolsonaro. Mas boa parte dos aliados estará em campanha para os governos estaduais, caso de Jorginho Mello e Marcos Rogério, o que pode dificultar a defesa do governo numa eventual CPI.

Requerimento da CPI

Após a prisão preventiva do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, a oposição iniciou o requerimento para investigar as denúncias de corrupção dentro do Ministério da Educação (MEC).

Milton Ribeiro é alvo da operação da Polícia Federal, chamada de “Acesso pago”, que investiga o ex-ministro por tráfico de influência e corrupção para a liberação de verba pública do MEC. Além de Ribeiro, outras três pessoas também são investigadas pela operação.

O autor do requerimento também não descartou a possibilidade de que o presidente Jair Bolsonaro possa ser investigado, visto que o próprio ex-ministro citou que as ações foram tomadas atendendo pedidos de Bolsonaro.

Autores

  • Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB). Tem passagem como repórter pelo Correio Braziliense, Rádio CBN e Brasil61.com. No site O Brasilianista cobre economia e política.

  • Editora-chefe na Arko Advice, desde fevereiro de 2022. Antes, atuou como repórter de política na CNN Brasil. Foi correspondente internacional em Nova Iorque pela Record TV. Atua em redação há 18 anos.