Senadora Simone Tebet. Foto: Divulgação/MDB

Após reunião da Executiva Nacional do PSDB, o presidente do partido, Bruno Araújo, anunciou que a legenda apoiará a candidatura de Simone Tebet (MDB) à Presidência da República.

Foram 31 votos a favor da união, um contrário e uma abstenção. Ele também confirmou que os tucanos indicarão o vice-presidente para compor a chapa. Contudo, optou por não divulgar quem deve ocupar a posição. “Agora, o PSDB vai colaborar na construção do plano de governo. Claro, o PSDB tem grandes quadros”, declarou.

Contudo, o partido terá que referendar o apoio nas convenções partidárias, que acontecem entre 20 de julho e 5 de agosto. Uma ala do partido deve se esforçar para juntar apoio em prol de uma candidatura própria. Bruno Araújo também assumiu que a sigla terá que validar a decisão: “até lá, vamos buscar votos”, disse.

Ala resiste e defende candidatura própria

Mais cedo, no momento em que deixava a reunião, o deputado Aécio Neves (MG) disse que vai respeitar a decisão do partido, mas lembrou que a posição deverá ser confirmada em julho.

Segundo ele, com a indicação de que o PSDB apoiará Tebet, as bases tucanas já se dividem entre Lula e Bolsonaro. “Não vou mais tensionar essa questão. Eu temo que em vários estados do Brasil, o PSDB terá dificuldade em caminhar com o MDB. Vejo que ela [Tebet] está tendo dificuldade. Para o partido ou para o Brasil, é muito ruim que o PSDB não tenha candidatura própria”, declarou.

A visão de Aécio é apoiada pelo ex-governador de Goiás Marconi Perillo que participa da reunião. “É legítimo que tenhamos candidatura própria. Estou defendendo isso, embora saiba que há uma tendência maior na executiva disposta a apoiar a candidatura do MDB, mas o MDB foi nosso adversário histórico. E o segundo turno existe exatamente para que as convergências ocorram”, defendeu.

Pré-candidata reage

Após o anúncio oficial pelo presidente tucano, a senadora Simone Tebet foi às redes sociais para comemorar a decisão do partido.

“Este é um reencontro do centro democrático não agendado pela história, mas exigido por ela. No passado, democracia, cidadania, justiça social. Hoje, pelos mesmos valores e com a mesma urgência, unimos forças por um Brasil sem fome e sem miséria. Sabemos da responsabilidade. Estamos prontos. Com coragem e amor, vamos reconstruir o Brasil. Recebo com alegria e imensa honra o apoio do PSDB à nossa candidatura” escreveu.

Autor

  • Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB). Tem passagem como repórter pelo Correio Braziliense, Rádio CBN e Brasil61.com. No site O Brasilianista cobre economia e política.