Foto: Joka Madruga / Agência PT

Duas pesquisas divulgadas nesta quarta-feira (8) – PoderData e Quaest – apontam que o ex-presidente Lula (PT) preserva a vantagem sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL). O terceiro colocado é o ex-ministro Ciro Gomes (PDT). A senadora Simone Tebet (MDB) continua com baixa intenção de voto. Outro aspecto apontado pelos dois levantamentos é que a saída do ex-governador João Doria (PSDB-SP) da disputa não alterou a polarização Lula x Bolsonaro. Tanto o PoderData quanto o Quaest admitem a possibilidade matemática de Lula vencer em primeiro turno. E nas simulações de segundo turno, a vantagem segue com o ex-presidente.

No PoderData, Lula lidera com 43% das intenções de voto. Bolsonaro aparece com 35%. Os percentuais são os mesmos verificados no levantamento anterior (22 a 24 de maio). Ciro registra 6%, uma oscilação positiva de um ponto percentual em relação a maio. E Simone aparece com apenas 1%, tendo oscilado um ponto para baixo. Os demais candidatos somam 3%. Brancos, nulos e indecisos somam 10%.

De acordo com o PoderData, neste momento, Lula teria 48,31% dos votos válidos. Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, não é possível afirmar se a disputa teria um ou dois turnos.

Num eventual segundo turno, Lula venceria Bolsonaro por 50% a 40%. Em relação a maio, Lula se manteve com 50% e Bolsonaro oscilou de 39% para 40%. Brancos, nulos e indecisos somam 11%.

Na pesquisa Quaest, a vantagem de Lula é um pouco maior. Lula lidera com 46% das intenções de voto. Bolsonaro registra 30%. Ciro tem 7%. E Simone Tebet aparece com 1%. Os demais candidatos somam 3%. Brancos, nulos e indecisos atingem 13%.

Segundo o Quaest, Lula teria 52,87% dos votos válidos. Esse percentual seria suficiente para o ex-presidente vencer em primeiro turno. Porém, é importante ponderar que a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Ou seja, não é possível afirmar se a eleição teria um ou dois turnos. Outro aspecto importante é que as pesquisas consideram que 100% dos eleitores irão votar, o que não ocorre.

Na simulação de segundo turno, Lula venceria Bolsonaro por 54% a 32%. Brancos, nulos e indecisos somam 11%. Um dos obstáculos de Bolsonaro continua sendo a rejeição, que é a mais elevada entre os pré-candidatos (60%). Em seguida aparecem Ciro (52%) e Lula (40%).

A vantagem de Lula neste momento é consequência do cenário econômico. De acordo com o Quaest, 44% dos entrevistados consideram a economia o principal problema do país. Entre os temas econômicos, 23% mencionam a inflação como o maior problema. 12% mencionaram a crise econômica e 9% o desemprego.

Além disso, 57% afirmaram que piorou a capacidade de pagar as contas nos últimos 3 meses. 63% afirmam que a economia piorou no último ano.

Quando questionados sobre como a situação econômica influencia o voto para presidente, 56% responderam que influencia muito. Apenas 20% responderam que não influencia. Em relação ao aumento dos combustíveis, 28% responsabilizam o presidente Jair Bolsonaro. 16% citaram a Petrobras e 14% os governadores.

A percepção sobre a situação da economia na opinião pública, principalmente a inflação, cria um clima de opinião desfavorável a Bolsonaro. De acordo com o Quaest, quando questionados sobre o que tem mais medo, 52% dos eleitores responderam a continuidade do governo Bolsonaro. 35% citam a volta do PT.

Em relação às pesquisas, vale destacar que os institutos que realizam coletas presenciais – Datafolha e Quaest – estão mostrando uma vantagem maior de Lula (21 pontos no Datafolha e 18% no Quaest). Já os levantamentos por telefone, usados por outros institutos, apontam Lula com uma vantagem que varia de 5 a 12 pontos nos cenários de primeiro turno.