A nova pesquisa do instituto Paraná sobre a disputa ao Palácio dos Bandeirantes aponta que o ex-prefeito Fernando Haddad (PT), o ex-governador Márcio França (PSB), o ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o governador Rodrigo Garcia (PSDB) seguem como os principais protagonistas.

Conforme podemos ver na tabela abaixo, Haddad lidera os três cenários testados e hoje teria uma vaga bem encaminhada para o segundo turno. Embora França apareça bem postado, é possível que, em nome da aliança nacional entre o ex-presidente Lula (PT) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), França desista de ser candidato a governador para disputar o Senado na chapa de Haddad. Assim, Tarcísio e Garcia devem disputar quem enfrentará Haddad no segundo turno. Os demais pré-candidatos postados no tabuleiro são pouco competitivos.

CANDIDATOS CENÁRIO 1 (%) CENÁRIO 2 (%) CENÁRIO 3 (%)
Fernando Haddad (PT) 28,6 29,0 34,5
Tarcísio de Freitas (Republicanos) 17,9 18,2 21,7
Márcio França (PSB) 17,7 18,7
Rodrigo Garcia (PSDB) 7,3 7,5 10,5
Felicio Ramuth (PSD) 1,2
Gabriel Colombo (PCB) 1,1
Vinicius Poit (Novo) 0,5
Elvis Cezar (PDT) 0,4
Abraham Weintraub (Brasil 35) 0,3
Altino Júnior (PSTU) 0,1
Brancos/Nulos/Indecisos 25 26,5 33,3

*Fonte: Paraná Pesquisas (22 a 26/05)

 Interessante observar que, hoje, Tarcísio de Freitas tem maiores chances de chegar ao segundo turno que Rodrigo Garcia. Quando Tarcísio aparece vinculado ao presidente Jair Bolsonaro (PL), o ex-ministro já figura numa situação de embate técnico com Fernando Haddad (ver tabela abaixo). Garcia, embora tenha a máquina, tem o desafio de convencer o eleitorado paulista que, após ter sido vice do ex-governador João Doria (PSDB) durante três anos, fará um governo diferente.

CANDIDATOS INTENÇÃO DE VOTO (%)
Fernando Haddad com apoio de Lula (PT) 35,3
Tarcísio de Freitas com apoio de Jair Bolsonaro (PL) 31,0
Rodrigo Garcia com apoio de João Doria (PSDB) 11,5
Brancos/Nulos/Indecisos 22,3

*Fonte: Paraná Pesquisas (22 a 26/05)

 Apesar de liderar as pesquisas, o antipetismo é um obstáculo para Fernando Haddad, que é o pré-candidato mais rejeitado (49,1%), principalmente no segundo turno. Em seguida aparecem França (42,5%), Garcia (39,1%) e Tarcísio (31%).

A baixa rejeição de Tarcísio é uma vantagem para o ex-ministro, já que ele é a “cara nova” da eleição, já que Fernando Haddad já foi prefeito de SP, além de ministro do governo Lula, e Rodrigo Garcia é o atual governador. Outro aspecto que ajuda Tarcísio é que, apesar de ter sido ministro de Bolsonaro e contar com apoio do presidente, ele não é visto como um “bolsonarista raiz”.

Autor

  • Bacharel em Ciência Política pela Ulbra-RS. Analista político da Arko Advice Pesquisas e Consultor político e de Marketing Eleitoral formado pela Associação Brasileira dos Consultores Políticos (ABCOP). Possui MBA em Marketing Político, Comunicação e Planejamento Estratégico de Campanhas Eleitorais pela Universidade Cândido Mendes. Concluiu também os seguintes cursos de extensão: "A Nova Cartografia do Poder, a política brasileira da era digital" (PUC-SP); "WhatsApp em Campanhas Eleitorais (PUC-RJ)"; e "Mídias Sociais e Gestão Estratégica de Campanhas Políticas Digitais (PUC-RJ)".