Da esquerda para a direita: Bruno Araújo (presidente nacional do PSDB), João Doria (governador de São Paulo e pré-candidato pelo PSDB), Simone Tebet (senadora e pré-candidata pelo MDB) e Baleia Rossi (deputado e presidente do MDB). Foto: PSDB/Divulgação

Após entraves para definição de um candidato à presidência, a terceira via encontra nova dificuldade: a consolidação de apoio à Simone Tebet (MDB) entre os diretórios estaduais do PSDB.

O principal impasse estaria no Rio Grande do Sul, embora o presidente do PSDB, Bruno Araújo, também afirme que estados como Pernambuco e Mato Grosso do Sul sejam alvos da negociação. Por isso, Tebet desembarca no RS nesta quinta-feira (2) para articular o acordo no estado.

Segundo apurou a Arko Advice, a tendência é que o MDB ceda e abra caminho para formar aliança com o PSDB, que tem Eduardo Leite como pré-candidato à reeleição para o governo do estado. Se isso se concretizar, Gabriel Souza, atual nome do MDB no RS, poderia assumir o papel de vice na chapa.

Para os emedebistas, essa fórmula poderia resultar, pela primeira vez na história do Rio Grande do Sul, na reeleição de um governador. A avaliação é de que a aliança somaria a gestão positiva de Eduardo Leite à capilaridade do MDB no interior do estado, o que daria boas chances de reeleição ao gaúcho.

Esse entrave é motivo de incômodo nos tucanos, que têm adiado o anúncio de apoio a Simone Tebet. Uma reunião da executiva nacional estava marcada para quinta-feira (2), quando seria formalizada a aliança a nível federal, mas o encontro foi desmarcado para que os arranjos estaduais sejam feitos.

Ficou definido entre o PSDB e o MDB que o prazo final para solução dessas questões será até a próxima quarta-feira (8). No dia seguinte, sexta-feira (9), a executiva do PSDB se reúne para decidir se apoiará Simone Tebet. Contudo, segundo a nota divulgada pelo próprio partido, há outra opção na mesa: a candidatura própria à Presidência.