Foto: Divulgação/ClimaInfo

Em nota conjunta do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, é evidenciado os avanços das relações bilaterais entre Brasil e China no Agronegócio.

Na segunda-feira (23), ocorreu a VI Sessão Plenária da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Cooperação e Concertação (COSBAN). Na ocasião, por meio virtual, representantes do Brasil e da China repassaram o progresso alcançado em agricultura desde a última reunião plenária do mecanismo, realizada em maio de 2019.

Desde então, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e a Administração Geral de Aduanas da China anunciaram resultados significativos, que se refletem na ampliação e diversificação do comércio agrícola entre as partes.

Dentre os negócios retomados estão as exportações brasileiras de carne bovina à China. Elas ficaram provisoriamente interrompidas, decorrente de casos atípicos de Encefalopatia Espongiforme Bovina, conhecida como “mal da vaca louca” no Brasil. O processo de habilitação de estabelecimentos brasileiros exportadores de laticínios e produtos cárneos também tiveram continuidade.

Outro destaque, foram os quatro protocolos acordados, entre eles, exportação de farelo de algodão, carne bovina termo processada e melão do Brasil para a China, tal como de exportação de peras da China para o Brasil.

Outros pontos concluídos também foram: visitas de inspeção para amparar exportações brasileiras de farelo de soja, proteína concentrada de soja, aves e ovos e soro sanguíneo bovino à China. Do lado das exportações chinesas, foram realizadas auditorias em estabelecimentos produtores de envoltórios naturais para exportação ao Brasil.

Ressalta-se que na plenária, as partes anunciaram a conclusão das negociações para o início de exportações brasileiras de milho e amendoim para a China. Como também, os planos de assinatura dos protocolos relativos às exportações brasileiras de farelo de soja, proteína concentrada de soja, polpa cítrica e soro fetal bovino. Devem acontecer na próxima reunião da Subcomissão de Inspeção e Quarentena, sem data definida, mas que ocorrerá no período de 21 a 24 de junho de 2022.

Por fim, as partes acordaram grande empenho para finalizar até o final de 2022, as negociações relativas às exportações brasileiras de gergelim, sorgo e uvas. Assim como atribuir prioridade às negociações, visando permitir as exportações brasileiras de farinhas de pescado, aves e suínos, do mesmo modo que as exportações chinesas de maçãs para o Brasil.

É evidente que os compromissos alcançados, demonstram o dinamismo da relação bilateral em agricultura e representam o potencial dos dois países em buscar crescentes complementaridades econômico-comerciais.