Faixa presidencial. Foto: Ricardo Stuckert / Instituto Lula

Nova rodada da pesquisa Modalmais/Futura divulgada nesta quinta-feira (26) confirma levantamentos de outros institutos e mostra uma estabilidade na sucessão. No primeiro cenário testado, o ex-presidente Lula (PT) lidera com 41,1% das intenções de voto. O segundo colocado é o presidente Jair Bolsonaro (PL) com 35,3%. Em relação à sondagem de abril, Lula e Bolsonaro ficaram estáveis, considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

O terceiro colocado é o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) com 6,8%. O ex-governador João Doria (PSDB-SP), que nesse levantamento ainda figurava como pré-candidato, tem 2,7%. O deputado federal André Janones (Avante) registra 1,9% e a senadora Simone Tebet (MDB) aparece com 0,9%. Os demais candidatos somam 0,9%. Brancos, nulos e indecisos totalizam 10,4%.

No segundo cenário, com apenas quatro candidatos, Lula lidera com 41,5%. Em seguida aparecem Bolsonaro (34,2%), Ciro (10%), Doria (3,3%) e Tebet (1,7%). Brancos, nulos e indecisos somam 9,2%.

No terceiro cenário, sem Doria, Lula lidera com 42,9%. Na sequência aparecem Bolsonaro (34,6%), Ciro (10,2%) e Tebet (3,4%). Brancos, nulos e indecisos somam 8,9%. Interessante observar que, sem Doria na disputa, Simone Tebet, na comparação com o segundo cenário estimulado, praticamente dobra sua intenção de voto (1,7% para 3,4%), o que sugere que parte dos eleitores de Doria migram para a senadora.

Num eventual segundo turno, Lula venceria Bolsonaro por 50,2% a 39,7%. Brancos, nulos e indecisos somam 10%. Os números são praticamente os mesmos de abril, quando Lula superava Bolsonaro por 49% a 40,8%.

O principal obstáculo de Bolsonaro continua sendo sua elevada rejeição, que é de 47,2%, a maior entre os pré-candidatos. O segundo mais rejeitado é Lula (37,4%) seguido por Doria (27,5%), Ciro (19,2%) e Tebet (11,9%).

Outra variável que joga contra Jair Bolsonaro é que, neste momento, o sentimento antibolsonarista é maior que o antipetista. De acordo com a pesquisa, ao serem perguntados sobre “o que mais te preocupa/te dá mais medo”, 47,9% citam a continuidade do atual governo. E 38,4% mencionam a volta do PT.