Foto: Tânia Rego/Agência Brasil
  Na abertura do seminário “Descarbonização & Investimentos Verdes”, realizado na quarta-feira (18) no Rio de Janeiro, o presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, disse que a empresa estuda entrar no setor de energia eólica offshore, na esteira do atual processo mundial de transição energética para uma economia de baixo carbono.

A Petrobras desenvolve junto com a empresa de petróleo Equinor, da Noruega, um projeto de usina eólica offshore na bacia de Campos que terá 4 gigawatts (GW) de capacidade. Batizada de Aracatu, “a eólica offshore tem grande potencial no Brasil e sinergias com as operações da Petrobras. Essa é uma da alternativa em estudo”, disse o presidente da estatal.

Coelho frisou que o Brasil tem grande potencial nesse campo e que isso traz sinergias importantes com a experiência da Petrobras no ambiente marinho, especialmente em águas profundas e ultraprofundas. Estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) aponta que o Brasil teria potencial de geração de 700 GW usando a fonte eólica offshore, considerando a profundidade de até 50 metros.

Decreto de janeiro do presidente Jair Bolsonaro abriu espaço para o desenvolvimento da geração de energia eólica em alto-mar na costa brasileira. Adotada em vários países europeus, essa tecnologia não é usada no Brasil, mas entrou no radar de grandes investidores para futuros projetos. Especialistas destacam que o país ainda conta com muito espaço para a instalação de torres para geração eólica inclusive em terra firme.

Expansão da geração

Entre janeiro e abril deste ano, o Brasil gerou 6.505 MW médios de energia eólica, o que representou um crescimento de 7,5% em relação aos quatro primeiros meses de 2021. A geração eólica já é a terceira principal fonte geradora na matriz nacional.

A fonte solar fotovoltaica teve geração de 1.172 MW médios, o que significou uma escalada de 66,8% no comparativo anual. A fonte solar é a que vem registrando maior velocidade de crescimento no país.