Presidente da República Jair Bolsonaro e o Ministro de Estado da Economia Paulo Roberto Nunes Guedes, durante declaração à imprensa. Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

A informação de que o governo deve propor um reajuste de 5% para todas as categorias federais já movimenta o funcionalismo público. O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais está reunido neste momento para discutir como reagir à proposta. Entre algumas lideranças consultadas pela Arko, a avaliação é de que a proposta, em torno de 5%, já era esperada mas muito interior aos 20% pretendidos.

Para o presidente do Fórum Nacional das Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Rudinei Marques, o clima é de “vitória parcial”. Portanto, a tendência é que as mobilizações sejam mantidas pelo menos até julho, quando se encerra o prazo para reajustes definido na lei eleitoral. “Seria precipitado tirar o pé do acelerador agora que vimos que estamos tendo resultados”, declarou em conversa com a Arko.

Uma das principais reclamações dos servidores era de tratamento diferenciado às categorias da segurança pública. Contudo, ainda há um clima de desconfiança se o governo realmente tratará os demais setores de forma igual ou se algum anúncio voltado aos policiais sairá nos “45 do segundo tempo”.

Com a possibilidade de um reajuste menor do que o prometido, carreiras policiais fazem pressão e acusam descumprimento do acordo feito por parte do governo.

“Se a informação se confirmar, haverá uma quebra desleal do compromisso que será sentida ainda mais depois das diversas perdas sofridas pelos policiais federais durante este governo, que sempre teve entre suas bandeiras a segurança pública”, publicou a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) em nota.

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  • Editora-chefe na Arko Advice, desde fevereiro de 2022. Antes, atuou como repórter de política na CNN Brasil. Foi correspondente internacional em Nova Iorque pela Record TV. Atua em redação há 18 anos.