Banco Central
Foto: Beto Nociti/BCB

A greve anunciada pelos servidores do Banco Central (BC) começa nesta sexta-feira (1º). A mobilização por tempo indeterminado coloca em risco o funcionamento do PIX e de outros serviços prestados pelo BC.

De acordo com o presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), Fábio Faiad, o fim da greve só será possível em caso de negociações oficiais. Os servidores pedem reajuste salarial de 26,3%.

De acordo com o sindicato, a expectativa de adesão por parte dos servidores é de 60% a 70%. Faiad declarou que 700 servidores comissionados já entregaram suas comissões até esta quinta-feira (31).

O que se espera é que o governo Federal publique uma Medida Provisória anunciando o reajuste salarial para categorias de segurança pública. O presidente do Sinal observou que a greve dos servidores do BC será feita respeitando a lei de serviços essenciais, mas caso o BC fique de fora, haverá “radicalização”.

Fábio Faiad também lamentou que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, tenha entrado de férias sem finalizar as negociações. “Infelizmente, nessa hora tão importante, o Presidente do BC viajou de férias para Miami, o que não ajuda nada no sentido de encontrarmos uma solução para a crise.”

Autor

  • Jornalista pela Universidade Católica de Brasília. Nascida em Brasília-DF, tem passagem como repórter na Rádio Senado. No site O Brasilianista cobre política e economia.