Concessões federais sobem e chegam a R$ 9,2 bilhões em 2020

O Datafolha divulgou, nesta terça-feira (29), uma pesquisa sobre a percepção dos entrevistados em relação ao Auxílio Brasil pago pelo governo no valor de R$ 400. Para a maioria dos entrevistados (68%), o valor é menos que o suficiente. 29% entendem que o valor pago é suficiente. E 2% avaliam que é mais do que suficiente.

Segundo o Datafolha, entre quem possui renda mensal de até dois salários mínimos, a percepção de que o valor é insuficiente atinge 71%. Nessa faixa de renda, 26% avaliam que o valor é suficiente.

Entre quem possui renda mensal de mais de 2 a 5 salários mínimos, há um quadro de empate técnico. Para 52%, o valor do Auxílio Brasil é insuficiente. E 47% consideram o valor suficiente.

E nos segmentos de maior renda – de 5 a 10 salários mínimos e mais de 10 salários – a situação se inverte. Entre os que têm renda de 5 a 10 salários, 65% consideram o valor do auxílio suficiente. E 35% o consideram insuficiente. E no público com renda mensal acima de 10 salários, 100% entendem que o auxílio de R$ 400 é suficiente.

A avaliação do Auxílio Brasil considerando a variável renda é similar ao desempenho do ex-presidente Lula (PT) e do presidente Jair Bolsonaro (PL) considerando a divisão das intenções de voto pela renda dos entrevistados.

No segmento com renda mensal de até 2 salários, Lula vence Bolsonaro por 51% a 19%. Na fatia do eleitorado com renda de mais de 2 a 5 salários, Lula está numericamente à frente por 36% a 34%. No entanto, considerando a margem de erro – dois pontos percentuais para mais ou para menos – o ex-presidente aparece tecnicamente empatado com Bolsonaro. E nas faixas de rendas de mais de 5 a 10 salários e acima de 10 salários, Bolsonaro vence Lula – 36% a 28% e 39% a 25%, respectivamente.

Os números do Datafolha sugerem que a recuperação da avaliação do governo e das intenções de voto em Jair Bolsonaro está ocorrendo em setores de classe média e de alta renda. Por ora, o Auxílio Brasil tem contribuído pouco para Bolsonaro reduzir a diferença em relação a Lula nos segmentos de menor renda.