Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Em nota, publicada nesta noite, o Ministério de Minas e Energia confirmou a indicação do economista Adriano Pires para ocupar a cadeira de presidente da estatal na próxima reunião do conselho, no dia 13 de abril. A publicação também confirma a demissão do general Silva e Luna cujo mandato iria até março de 2023.

“A relação apresenta o Sr. Rodolfo Landim para o exercício da Presidência do Conselho de Administração e o Sr. Adriano Pires para o exercício da Presidência da Empresa. O Governo renova o seu compromisso de respeito a sólida governança da Petrobras, mantendo a observância dos preceitos normativos e legais que regem a Empresa”, afirmou a nota.

O nome de Pires precisa ser referendado pelos acionistas, mas como a União controla a maior parte dos assentos não terá dificuldades em confirmar a escolha. A indicação do presidente para o conselho de administração da Petrobras deveria ocorrer até o dia 13 de abril e é uma obrigação prevista no estatuto social da companhia.

Diante dos frequentes aumentos nos preços dos combustíveis, o presidente Bolsonaro decidiu pela troca no comando da estatal. Recentemente, o presidente mostrou contrariedade sobre o momento em que os aumentos foram praticados e chegou a ironizar chamando a estatal de “nossa querida Petrobras”. Essa é a segunda vez que Bolsonaro muda o comando da estatal por conta dos preços praticados. A seis meses da eleição, o governo tem publicado uma série de medidas econômicas de olho na popularidade do presidente que é impactada também pelos índices da economia.

PERFIL ADRIANO PIRES

Adriano José Pires Rodrigues é graduado em Economia, Doutorado em Economia Industrial pela Universidade de Paris XIII, Mestrado em Planejamento Energético. É Diretor-Fundador do Centro Brasileiro de InfraEstrutura – CBIE, coordenando projetos e estudos para a indústria de gás natural, a política nacional de combustíveis, o mercado de derivados de petróleo e gás natural. Foi Professor Adjunto do Programa de Planejamento Energético da COPPE/UFRJ, exercendo as funções de pesquisador e consultor junto a empresas e entidades internacionais – UNESCO, CEE, BIRD -, Agência Nacional de Energia Elétrica, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e Unicamp. Atuou como Assessor do Diretor-Geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, além de ter exercido os cargos de Superintendente de Abastecimento, de Importação e Exportação de Petróleo, seus Derivados e Gás Natural.

Autor

  • Editora-chefe na Arko Advice, desde fevereiro de 2022. Antes, atuou como repórter de política na CNN Brasil. Foi correspondente internacional em Nova Iorque pela Record TV. Atua em redação há 18 anos.