Bomba de combustível. Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

 

 

O presidente Jair Bolsonaro deve se reunir, nesta segunda-feira (7), com integrantes técnicos dos Ministérios da Economia e Minas e Energia, além de integrantes da Petrobras, em busca de soluções para frear o aumento nos combustíveis. Os ministros não devem participar.

Em entrevista, para à rádio Folha de Roraima, o presidente disse que aumento no preço do petróleo “é grave, mas dá para resolver”. Na ocasião, Bolsonaro criticou a paridade com o preço do mercado internacional de petróleo. Defendeu também a necessidade de revisar a política de paridade internacional de preços.

“Leis feitas erradamente lá atrás atrelaram o preço do barril produzido aqui ao preço lá de fora. Esse é o grande problema. Nós vamos buscar uma solução para isso de forma bastante responsável”, disse.

Solução sem interferência

Já para terça-feira (8), está prevista uma reunião entre os ministros da Economia, Minas e Energia, Casa Civil e representante da Petrobras. A solução preferida da ala política envolve a criação de um crédito extraordinário no valor dos dividendos pagos pela Petrobras à União para subsidiar o preço dos combustíveis.

Contudo, o governo busca soluções para endereçar a questão dos combustíveis, mas “sem interferir diretamente na Petrobras”, afirmou à Arko Advice fonte graduada com conhecimento direto ao assunto.

Fontes ouvidas pela Arko afirmam que a equipe econômica deve manter o entendimento de que a criação de um fundo estabilizador terá impactos na inflação, nos juros e, de quebra, nas campanhas eleitorais do presidente e de seus aliados. A proposta é discutida no Projeto de Lei 1472/2021, que pode ser debatido nesta quarta-feira (9), no Senado.

Autor