Michel Jesus/ Câmara dos Deputados

O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, anunciou que o partido não irá se federar com outras legendas. O comunicado foi publicado em sua página oficial no Twitter, nesta quinta-feira (3). Nas últimas semanas, a sigla realizou uma série de conversas com o União Brasil e o PSDB, numa tentativa de buscar a união entre os partidos e consolidar uma possível federação. No entanto, as dificuldades se impuseram. Embora houvesse concordância nos estados sobre a viabilidade da união, a avaliação no partido é de que a falta de primazia e a divisão de poder traria mais problemas do que soluções.

“Na condição de presidente nacional do MDB, comuniquei aos diretórios estaduais, senadores e deputados que o nosso partido não fará nenhuma federação para as eleições de 2022. Contudo, manteremos as conversas com os partidos do centro democrático para a construção de uma candidatura única à Presidência da República.”

Baleia Rossi mantém em seu discurso a defesa da senadora Simone Tebet (MDB-MS) como pré-candidata à presidência da República. A aposta do partido é de que com as inserções da propaganda eleitoral na televisão, Simone, que hoje pontua em 1%, possa crescer nas intenções de voto.

“No próximo dia 10, ela (Simone) será a porta-voz do MDB nas inserções do partido na TV. Segue aberto, portanto, o diálogo com os presidentes do União Brasil, Luciano Bivar, e do PSDB, Bruno Araújo, como também com todos que queiram construir uma alternativa à polarização”, escreveu.

Federações

A federação foi instituída pelo Congresso Nacional na reforma eleitoral de 2021 com o objetivo de permitir às legendas atuarem de forma unificada em todo o país, como um teste para eventual fusão ou incorporação. O Supremo Tribunal Federal validou a legislação e estendeu o prazo, que venceria em 1º de março, para que as federações ocorram. Agora, os partidos terão até o dia 31 de maio para pedir à Justiça Eleitoral o registro.

Autor

  • Jornalista pela Universidade Católica de Brasília. Nascida em Brasília-DF, tem passagem como repórter na Rádio Senado. No site O Brasilianista cobre política e economia.