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Dados da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon) revelam que em dois anos (2022-2023) a expectativa é de que 23 licitações no saneamento sejam feitas no país, sendo 12 em cidades com população inferior a 50 mil habitantes. Segundo especialistas, esse novo segmento, envolvendo negócios de abastecimento de água e tratamento de esgoto e resíduos sólidos, vai prosperar no país.

Até o fim de 2023, o volume de investimentos, incluindo pequenas e grandes concessões, está estimado em mais de R$ 22 bilhões ao longo de contratos de 30 a 35 anos. No ano passado, o investimento anual avançou 15% em termos reais, passando de R$ 14,9 bilhões para R$ 17,14 bilhões. Este ano, a projeção é de aumento de 18%, conforme dados da consultoria Inter.B.

Concessões em municípios pequenos devem atrair empresas de menor porte ou que ainda não estão atuando em saneamento. O movimento foi percebido nas primeiras licitações do ano, em São Simão (GO) e Orlândia (SP), que atraíram 14 investidores (a maioria sem concessões no setor). Vencido pela Aegea, o leilão em Crato (CE) foi exceção. A empresa já estuda outros dois leilões regionais no estado, previstos para este ano, e planeja ampliar sua atuação no Nordeste.

Futuro da Sabesp

Em contato com investidores em São Paulo na quinta-feira (17), o pré-candidato ao governo do estado Tarcísio de Freitas, atual ministro da Infraestrutura, prometeu privatizar a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), caso seja eleito.

“Você ganha eficiência, governança e gera recursos. O custo por consumidor de um saneamento privado é mais baixo do que o saneamento público”, disse. “Chegando lá, a gente vai vender a Sabesp, sim.”