Foto: EBC

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (9), que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) ficou em 0,54%, em janeiro, considerando a inflação oficial do país. É a maior variação para o mês desde 2016, que foi de 1,27%.

De acordo com o IBGE, no acumulado dos últimos 12 meses houve uma alta de 10,38%, acima do observado nos 12 meses anteriores, que foi de 10,06%. Em janeiro do ano passado, a variação mensal ficou em 0,25%.

Entre as principais altas estão as carnes (1,32%) e as frutas (3,40%). Além disso, os preços do café moído (4,75%) subiram pelo 11º mês consecutivo, acumulando alta de 56,87% nos últimos 12 meses.

Outros destaques foram a cenoura (27,64%), a cebola (12,43%), a batata-inglesa (9,65%) e o tomate (6,21%). No lado das quedas, houve recuos nos preços do arroz (-2,66%), do frango inteiro (-0,85%) e do frango em pedaços (-0,71%).

Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta no primeiro mês de 2022. A maior variação veio de artigos de residência (1,82%), que acelerou em relação a dezembro (1,37%). Em seguida, vieram alimentação e bebidas (1,11%), maior impacto no índice do mês (0,23 p.p.), vestuário (1,07%) e comunicação (1,05%)

Já a variação de Habitação (0,16%) foi inferior à do mês anterior (0,74%). O único grupo em queda foi transportes (-0,11%), que havia subido 0,58% em dezembro. Os demais grupos ficaram entre o 0,25% de educação e o 0,78% de despesas pessoais.

Transportes
Nos transportes houve uma queda de 11%, para o IBGE isso é consequência, principalmente, do recuo nos preços das passagens aéreas (-18,35%) e dos combustíveis (-1,23%). Além da gasolina (-1,14%), também houve queda nos preços do etanol (-2,84%) e do gás veicular (-0,86%). O óleo diesel (2,38%) foi o único a subir em janeiro. Entre os demais subitens do grupo, os destaques foram os transportes por aplicativo (-17,96%) e o aluguel de veículo (-3,79%).

Já os preços das motocicletas (2,45%), dos automóveis novos (2,19%) e dos automóveis usados (1,53%) seguem em alta. A variação positiva do táxi (1,23%) decorre do reajuste de 9,75% nas tarifas no Rio de Janeiro (5,66%), válido desde 11 de janeiro. Em ônibus urbano (0,22%), houve reajustes em Fortaleza (3,99%) com alta média de 8,55% a partir de 15 de janeiro; Vitória (3,05%) com reajuste de 4,84% a partir de 9 de janeiro; e Campo Grande (1,91%) com reajuste de 4,75% a partir de 17 de janeiro.

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.


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