Usina termonuclear Angra I. Foto: Saulo Cruz/MME

Nesta semana, o Ministério de Minas e Energia (MME) e o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) firmaram um convênio de cooperação para a realização de um estudo em busca de novos locais propícios para usinas nucleares.

De acordo com o governo, o aumento da participação da fonte termonuclear na matriz energética brasileira é importante para reduzir os impactos das crises hídricas na geração de energia elétrica.

O Plano Nacional de Energia 2050 (PNE 2050) estima uma expansão de 8 a 10 Gigawatts na oferta de energia nuclear nos próximos 30 anos. Em dezembro, o ministro do MME, Bento Albuquerque, anunciou o novo modelo de negócios para a retomada da usina de Angra 3 e anunciou a intenção de construção de até oito novas usinas nucleares até 2050, dentro do PNE.

Bento Albuquerque afirmou, no XI Seminário Internacional de Energia Nuclear, que o setor nuclear é um pilar da estratégia de desenvolvimento sustentável, que gera emprego e renda, e que contribui, decisivamente, para a descarbonização da matriz energética, fornecendo energia de base, com alto grau de confiabilidade e operando continuamente.

Ele estimou a aplicação de R$ 15,5 bilhões nos próximos anos para a retomada do setor, com a expectativa de ampliação de exportação de urânio/yellow cake para 1,5 toneladas/ano. Segundo ele, a construção e operação de Angra 3 deve gerar 9.300 empregos.