Com alta de 0,73% em dezembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal índice que mede a inflação, fechou o ano de 2021 na casa dos dois dígitos. A inflação de 10,06% é a maior desde 2015, quando o IPCA foi 10,67%. Em 2020, o índice foi de 4,52%.

Em 2021, o setor que mais puxou as altas nos preços foi o de transportes, que viu crescimento de 21% nos preços, desde o início do ano. Isso se deve, em grande parte, ao encarecimento dos combustíveis: a gasolina ficou 47,49% mais cara, e o etanol, 62,23%.

Os preços ligados à habitação também ficaram mais caros. O setor registrou inflação de 13,05%, principalmente devido ao acréscimo de 21,21% na energia elétrica. Em agosto, o governo chegou a criar uma nova bandeira tarifária, denominada “escassez hídrica”, que acrescentou valor extra de R$ 14,20 a cada 100 KWh. Anteriormente, a bandeira mais cara era “Vermelho 2”, com valor de R$ 9,49 a cada 100 KWh.

O preço do botijão de gás também impactou na inflação. O produto teve crescimento de preços em todos os meses de 2021, somando um aumento de 36,99%.