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Paraná Pesquisas: Alckmin lidera disputa pelo governo de SP

Apesar de Geraldo Alckmin e Márcio França aparecerem na liderança nos cenários estimulados, a disputa pelo governo de SP está indefinida

Geraldo Alckmin e Fernando Haddad. Fotos: Guilherme Lara Campos/A2 FOTOGRAFIA

O Instituto Paraná divulgou nesta quarta-feira (22) uma pesquisa de intenção de voto sobre a disputa ao governo de São Paulo. No primeiro cenário estimulado, o ex-governador Geraldo Alckmin, que ainda não definiu seu destino partidário, lidera com 30,2% das intenções de voto. Em segundo lugar estão tecnicamente empatados o ex-prefeito Fernando Haddad (PT), que registra 16%, e o líder do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), Guilherme Boulos (PSOL), que soma 12,5%.

O ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas (Sem partido), tem 6,3%. Em seguida aparece o vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB) com 5,4%. O deputado estadual Arthur do Val (Patriota) tem 4,6%, e o deputado federal Vinicius Poit (Novo) soma 0,8%. Brancos, nulos e indecisos somam 24,3%. A margem de erro da pesquisa é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

No segundo cenário simulado, sem Alckmin e Haddad, o ex-governador Márcio França (PSB) lidera com 24,3% das intenções de voto. Em seguida aparecem Boulos (18,6%), Garcia (7,9%), Tarcísio (6,7%), Arthur do Val (5,2%) e Poit (1,0%). Brancos, nulos e indecisos somam 36,3%.

Apesar de Geraldo Alckmin e Márcio França aparecerem na liderança nos cenários estimulados, a disputa pelo governo de SP está indefinida. Além do percentual de eleitores “sem candidato” (brancos, nulos e indecisos), que somam mais de 1/3, há outras duas variáveis importantes. São elas:

1) O governo João Doria (PSDB) é avaliado positivamente (ótimo/bom) por 28,2%. Já 31% consideram o governo regular e 39% avaliam o governo negativamente (ruim/péssimo). A avaliação positiva do governo Doria, de quase um terço, deve ser suficiente para levar Rodrigo Garcia ao segundo turno. Vale registrar que ontem (21) o vice-governador recebeu o apoio do União Brasil. Além disso, também pode ser apoiado pelo MDB, Cidadania, PP, Republicanos, SD e Podemos;

2) Na pesquisa, 41% dos eleitores afirmam que não votariam “de jeito nenhum” em um candidato do PT. Isso indica que, embora o antipetismo esteja silencioso nesse momento, esse sentimento ainda é forte entre os eleitores de SP.

Caso Geraldo Alckmin feche uma aliança com França e Haddad, a tendência é que um candidato da esquerda esteja no segundo turno. Rodrigo Garcia também tem boas condições de chegar ao segundo turno e Tarcísio de Freitas é um nome que poderá crescer. Também existe a possibilidade de Alckmin ser candidato a governador, o que embolaria ainda mais o cenário.

Senado: Datena em vantagem para o Senado; Moro é competitivo

Na disputa pelo Senado, o favorito é o apresentador da TV Bandeirantes José Luiz Datena (PSD), que lidera com 25,7% das intenções de voto. O segundo colocado é o ex-ministro Sergio Moro (Podemos), que neste momento é pré-candidato ao Palácio do Planalto, com 19,8%.

O ex-prefeito Fernando Haddad (PT) fica na terceira posição com 17,7%. A deputado estadual Janaína Paschoal (PSL) registra 7,7%. O ex-presidente da FIESP, Paulo Skaf (MDB), tem 7,4%, e o senador José Aníbal (PSDB) aparece com 0,8%. Brancos, nulos e indecisos somam 21%.

Na eleição para o Senado nota-se um voto inclinado para a direita/centro-direita, já que as intenções de voto em Datena e Moro somam 45,5%. Hoje o favorito é Datena. Porém, se Moro disputar o Senado, também é um nome competitivo.