Foto: Divulgação/Hiperativa FM

Os projetos envolvendo usinas eólica e solar vão ficar ainda mais competitivos com a nova regulamentação para o funcionamento de centrais híbridas – UGH, aprovada na terça-feira passada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A regra beneficia sobretudo as energias renováveis com o aumento da produtividade, embora admita a combinação de várias fontes, incluindo hidrelétricas e termelétricas. A energia gerada pelas fontes eólica e solar são complementares. O pico de produção de energia dos ventos ocorre à noite. Já a fonte solar tem seu maior momento de geração durante o dia.

Entre as vantagens apontadas pela agência reguladora estão a complementaridade das fontes de geração (uma gera quando a outra está menos disponível), a utilização da rede de transmissão de maneira mais eficiente e estável, a mitigação de riscos comerciais e a economia na compra de terreno e em outras despesas.

A medida contribui para o crescimento da capacidade de geração com menores investimentos em expansão das redes, conforme explica a diretora Elisa Bastos: “A aprovação da regulamentação proposta será um marco para o desenvolvimento das usinas híbridas e associadas, o que propiciará maior diversidade tecnológica, contribuindo para a modernização do setor elétrico.”

Segundo Elisa Bastos, a inserção desses empreendimentos no sistema elétrico pode reduzir custos e postergar novos investimentos em expansão, especialmente nos pontos de conexão com a Rede Básica. Para a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica, Elbia Gannoum, com a regulamentação, os projetos híbridos serão avaliados. “Nem todos os 20 mil MW de energia eólica no Brasil poderão ter usinas solares, por causa do tipo de terreno, mas muitos poderão ser adaptados”, explicou.

Os projetos novos já vão nascer híbridos. Mas muitos parques poderão instalar outras fontes em suas áreas. A Casa dos Ventos, por exemplo, acredita que possa incrementar seus parques eólicos (com mais de 2,8 mil MW) com 650 MW de energia solar. Outras empresas também têm estudos avançados para novos projetos híbridos e para adaptação de unidades já existentes.


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