Por: BCB

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aprovou, na quarta-feira (8) um reajuste de 1,5% na taxa básica de juros, levando a Selic a 9,25%. Como o juros é a principal ferramenta do BC para o controle da inflação, já era esperado um aumento. Ainda assim, o posicionamento do BC provocou manifestações de entidades ligadas ao setor produtivo.

Preocupada com o cenário de expansão dos gastos públicos e queda da atividade econômica, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) publicou nota em que pede maior empenho do governo na aprovação de reformas estruturas que garantam a sustentabilidade das contas públicas. “Apenas com responsabilidade fiscal será possível gerar crescimento econômico de maneira sólida, resgatando a confiança dos empresários e atraindo novos investimentos. Sem isso, voltaremos a conviver com um cenário de inflação e juros altos, com baixo crescimento econômico”, diz a nota.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também manifestou insatisfação com a decisão do Copom. Para a entidade, essa sétima variação da Selic provocará aumento no custo do financiamento, desestimulando a demanda, justamente em um momento em que muitas empresas ainda estão se recuperando.

“Um aumento menos intenso da Selic, em conjunto com as elevações anteriores, já seria mais que suficiente para levar a inflação até a meta, sem que o Banco Central aumentasse a probabilidade de recessão”, defendeu o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.