Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em pronunciamento à imprensa nesta terça-feira (7), o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP) anunciou que o governo adotará medidas para “reabrir as fronteiras” que foram fechadas por receio da variante Omicron do vírus da covid-19. No final de novembro, o governo editou portaria restringindo voos provenientes da África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

No lugar dessas restrições, o governo vai instituir um novo protocolo.

“Esses países onde foram identificadas essas nova variantes não podem ser punidos por terem feito essa identificação. Nesse contexto, em que estamos espreitados pela variante Omicron, que não sabemos ainda o potencial dessa variante, vamos requerer que os não vacinados cumpram uma quarentena de cinco dias. Após essa quarentena realizam o teste RT-PCR, que sendo negativo, ficam livres para aproveitar o Brasil”, explicou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Recomendação da Anvisa

A decisão contraria orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que recomendou a imposição de restrições para países onde a variante foi identificada. A Anvisa ainda recomenda a exigência do certificado de vacinação completa contra a Covid-19 para a entrada de viajantes no Brasil.

Mais cedo na terça-feira, em evento da CNI, o presidente Jair Bolsonaro criticou a iniciativa da Anvisa de proibir voos como forma de evitar a propagação da nova variante do vírus da covid-19. “Estamos trabalhando agora com a Anvisa, que quer fechar o espaço aéreo. De novo, p***? Agora é isso de Omicron, mas vamos ter vários vírus pela frente. Vamos ter que enfrentar”, declarou.


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