5G chegará em cidades com mais de 30 mil habitantes até 2028, afirma ministro
Foto: Divulgação

Claro, Vivo e Tim – as maiores operadoras da telefonia móvel no Brasil – ficaram com as principais faixas do leilão de 5G ocorrido, na sexta-feira, na sede da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em Brasília.

Confirmou-se, assim, a expectativa de que as grandes operadoras deteriam as frequências de 3,5 GHz (gigahertz), o chamado “filé-mignon” da tecnologia 5G, cobrindo todo o território nacional. Elas vão operar uma tecnologia que permitirá velocidades até cem vezes mais rápidas que as do 4G.

A frequência de 3,5 GHz foi separada em quatro lotes, sendo que um deles não recebeu proposta. A expectativa na Anatel é realizar futuramente novo leilão com as sobras do que não foi arrematado. O primeiro lote ficou com a Claro, que desembolsará R$ 338 milhões. Para o segundo lote, a Vivo (da espanhola Telefónica) pagou R$ 420 milhões. A Tim levou o terceiro lote por R$ 351 milhões.

Na frequência de 700 MHz (megahertz), que permite ampliação das redes de 4G, o primeiro lote marcou a entrada do Fundo Pátria na telefonia. O Fundo, que ofereceu R$ 1,4 bilhão (ágio de 805,8%) pela frequência e terá cobertura nacional, levará o 4G a mais de 1.100 trechos de rodovias federais (total de 31 mil quilômetros) até 2029.

Com a abertura dos lotes regionais na faixa de 3,5 GHz, houve disputas pelos blocos das regiões Nordeste e Sul. No Nordeste, a Brisanet venceu com um lance de R$ 1,25 bilhão (ágio de 13.741,7%). Ela poderá oferecer o 5G em toda a região. O grupo, sediado no Ceará, levou também as frequências de 3,5 GHz para cobrir o Centro-Oeste.

No bloco do Sul houve disputa entre o Consórcio 5G Sul (Copel e Sercomtel, do Paraná) e a Meganet (São Paulo). Após 15 lances, o 5G Sul venceu com a oferta de R$ 73,6 milhões (ágio de 1.454,74%).

A Cloud2U tornou-se uma nova empresa de telefonia ao vencer o lote que abrange Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, com um lance de R$ 405 milhões (ágio de 6.266%).

A mineira Algar, de Uberlândia, ficou com o último lote regional, cobrindo o Triângulo Mineiro e partes de Mato Grosso do Sul e Goiás, áreas onde já opera como concessionária de telefonia fixa. A empresa ofereceu R$ 2,35 bilhões (ágio de 358,5%).

R$ 47,79 bilhões

O leilão encerrou-se com o valor econômico de R$ 46,79 bilhões, segundo a Anatel. Na segunda etapa do certame, na sexta-feira pela manhã, a agência reguladora negociou licenças na faixa de 26 GHz. Foram vendidos seis blocos nacionais de 200 MHz, de um total de dez blocos, com 1,2 GHz de capacidade de rede contratada.

Na oferta de lotes regionais de 200 MHz em 26 GHz foram vendidos 12 blocos, de um total de 42. Foram vendidos todos os da região da Algar (Triângulo Mineiro e partes de São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Dois lotes foram vendidos na região Sul (total de 400 MHz), mais dois para cobrir três estados (Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro), somando 400 MHz. Três lotes foram arrematados para o estado de São Paulo (atingindo 600 MHz).


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