Carlos Lupi, presidente do PDT, com Ciro Gomes, pré-candidato à presidência. Foto: PDT/Divulgação

Na votação da PEC dos Precatórios, enquanto o PT, PSOL e PCdoB se uniam contra a proposta, chegando a fechar questão (o que permite a punição de dissidentes), outros dois partidos da esquerda acabaram em uma crise. Tanto PDT como PSB acabaram divididos na hora da votação. No PDT, dos 24 deputados da bancada, 15 votaram a favor da PEC. No PSB, dos 32 deputados, 10 votaram a favor.

O texto-base da PEC dos Precatórios foi aprovado na madrugada desta quinta-feira (4). Foram 312 votos a favor e 144 contra – placar apertado, visto que eram necessários 308 votos.

Foram apresentados 11 destaques que devem ser analisados na próxima terça-feira (9), quando também deve ocorrer a votação do segundo turno, segundo o líder do Governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR).

No caso do PDT, a crise tomou outra proporção: na manhã desta quinta-feira (4), o ex-ministro Ciro Gomes publicou nota em que coloca em dúvida se vai concorrer à Presidência da República pelo partido.

Na nota, Ciro pressiona que os deputados do partido mudem de posição na votação em segundo turno.

“A mim só me resta um caminho: deixar a minha pré-candidatura em suspenso até que a bancada do meu partido reavalie sua posição. Temos um instrumento definitivo nas mãos, que é a votação em segundo turno, para reverter a decisão e voltarmos ao rumo certo”, publicou o presidenciável.

Além disso, enquanto boa parte da bancada do PDT votou a favor da PEC, o presidente do partido, Carlos Lupi decidiu judicializar o tema. O cacique questiona no STF a decisão do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) de permitir o voto à distância para deputados em missão oficial.

“O Presidente eleito na Câmara dos Deputados agiu com clarividente motivação política, e consequentemente abuso de autoridade, contrariando à lei e ao interesse público o que não se pode ser tolerado em um estado democrático de direito, sob pena de malferir a ordem constitucional de funcionamento dos poderes da República”, diz a petição.


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