Presidência temporária do Mercosul é do Brasil até o final do ano
Foto: Reprodução

O Conselho Industrial do Mercosul emitiu declaração conjunta com propostas para adaptações e medidas que levem à retomada do crescimento e acelerem a inserção internacional do bloco. A nota divulgada na última quarta-feira (22) considera que existe necessidade de ajustes no Mercosul, como revisão de barreiras, livre circulação de bens e internalização de compromissos,

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) forma o Conselho ao lado das entidades industriais da Argentina (União Industrial Argentina), do Paraguai (União Industrial Paraguaia) e do Uruguai (Câmara de Indústrias do Uruguai). A mensagem foi apresentada ao embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, que representou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, em reunião virtual na quarta-feira.

O grupo destacou que os últimos eventos no bloco foram marcados por discordâncias e posições de afastamento dos membros. Para as entidades, essas são considerações que devem ser norteadoras durante a presidência pro tempore do Brasil- que ocupa o cargo no segundo semestre de 2021- para que a economia seja recuperada e avanços efetivos aconteçam ainda em 2021.

O Conselho afirma que o Mercosul precisa se adaptar à nova realidade da economia e do comércio mundial e às novas condições impostas pela profunda revolução tecnológica. Representando o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, o superintendente de Desenvolvimento Industrial, Renato da Fonseca, apontou que a ampliação do diálogo, entre governos e com o setor privado, é a mensagem central.

As entidades reforçaram que é fundamental ter um forte respaldo político para promoção de uma agenda econômica e comercial que leve ao desenvolvimento regional, baseado tanto no comércio entre os membros do bloco quanto no aproveitamento de oportunidades no mercado externo.

Livre circulação de bens e internalização

Ainda de acordo com a declaração, o crescimento do comércio no bloco tem sido limitado por medidas que afetam a livre circulação de bens, um objetivo fundamental do Tratado de Assunção. Por isso, a proposta é revisar barreiras que estão em desacordo com as normas vigentes no Mercosul.

Para consolidar um ambiente favorável para o intercâmbio comercial, o grupo propõe a manutenção de regimes que assegurem condições apropriadas de competitividade, o acesso a matérias-primas com padrão de qualidade internacional e a incorporação de tecnologia de última geração. Ponto que foi fortemente destacado pelo Paraguai.

Após ouvir as demandas das entidades industriais, o secretário de Negociações Bilaterais e Regionais nas Américas do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, afirmou que está aberto para a ampliação do diálogo e que o entendimento, em relação a acordos comerciais, é que eles sejam benéficos para as duas partes.

Sobre a pandemia, reconheceu que, em um primeiro momento, faltaram ações integradas do Mercosul, com cada país olhando para suas próprias urgências e emergências. Para isso, afirmou que a presidência brasileira focará em debater temas relacionados, tanto para os desdobramentos para a atual pandemia da covid-19 quanto para prevenção em situações futuras.


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